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Noticias Agrifatto - 01/07

Programações de abates maiores podem mudar as indicações dos preços pecuários

O aumento das propostas de compra dos frigoríficos ampliou a liquidez do mercado físico, viabilizando um preenchimento mais rápido das escalas.

Boi gordo
Escalas avançam e a tendência altista pode desacelerar, com possibilidade de um cenário com cotações mais estáveis no balcão.

As programações médias de abate, que iniciaram a semana em 5,3 dias, subiram para 6,8 dias. Em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, por exemplo, atendem a 8,6 e 8,0 dias, respectivamente.

Os aumentos das indicações de compra dos frigoríficos nas últimas semanas ampliaram a liquidez do mercado físico, viabilizando um preenchimento mais rápido das escalas, que se estendem próximos a segunda semana de julho, e aliviam a pressão altista para o boi gordo.

Na média dos estados levantados pela Agrifatto, na segunda metade de junho, a arroba a prazo avançou 2,53%. O destaque fica pra Goiás e Mato Grosso, onde as cotações subiram 4,9 e 2,7%, respectivamente.

Ontem (27/jun), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 154,40/@, alta de 0,29% no comparativo diário. Para liquidação dos contratos da B3 referentes a junho, a média parcial está em R$ 153,25/@ (4/5).

Na B3, o vencimento junho/19 avançou 0,36% ontem e fechou em R$ 153,20/@. Já o contrato futuro para outubro/19 avançou 0,09% e encerrou o dia em R$ 164,05/@.

Destaca-se que os preços do mercado físico (indicador Esalq) e cotações do mercado futuro tendem a se convergir à medida que a liquidação de um determinado vencimento se aproxima.

Milho
Os futuros do milho mostram resistência em superar os atuais níveis de preços, com manutenção do equilíbrio das cotações nos últimos pregões.

O contrato para julho/19 preservou níveis ao redor de R$ 38,50/sc, e em movimentação similar, o vencimento para set/19 orbitou ao redor de R$ 38,40/sc nos últimos pregões - sem força para continuar com novas altas.

Nesta manhã (28), a movimentação na B3 é mais lenta, enquanto que Chicago exibe continuidade das correções negativas, acumulando queda de 1,5% ao longo desta semana.

O USDA divulgará no início desta tarde o boletim com a área plantada nos EUA, e os números para a área com milho podem gerar novos repiques aos preços.

No mercado físico, os produtores resistem as pedidas da ponta compradora, com a posição defensiva mantendo as indicações firmes no spot.

Em Primavera do Leste/MT, o mercado baliza-se a partir de R$ 25,00/sc para retirada e pagamento no próximo mês, e em torno de R$ 27,00/sc para retirada a partir de outubro. Em Dourados/MS, as indicações de balcão balizam-se em torno de R$ 30,50/sc (retirada imediata).

Soja
O USDA divulgará no início desta tarde (28) o novo boletim com projeções para a área plantada e para os estoques trimestrais do país.

Entretanto, com as chuvas que se estenderam ao longo deste mês de junho, novos ajustes para a área podem ser registrados.

Além disso, os números devem trazer volatilidade para as cotações, que já terminaram o pregão da véspera em campo negativo (com players saindo de suas posições).

O mercado também continua atento ao clima norte-americano, com os mapas climáticos indicando condições cada vez melhores ao plantio nos EUA. Espera-se avanço dos trabalhos em campo nesta semana.

No mercado doméstico, a movimentação com a soja é menor, em virtude das quedas em Chicago e para o dólar. As indicações em Primavera do Leste/MT ficam em torno de R$ 69,50/sc para entrega e pagamento no próximo mês.

Em Paranaguá, o balcão se ajustou 1,4% ao longo da semana, com parciais em torno de R$ 82,00/sc. Em Dourados/MS, a liquidez do físico também foi enxugada, com indicações de compra em R$ 70,00/sc.

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