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Noticias Agrifatto - 08/07

Relatório do USDA trouxe condições da safra norte-americana abaixo da média
Embora a qualidade dos grãos apresente-se abaixo da média dos últimos anos, dados do relatório ficaram acima da expectativa de mercado, pressionando as cotações nesta manhã

Milho
Após divulgação do relatório da estimativa de área plantada na sexta-feira (28) pelo USDA, os preços futuros do milho recuam na Bolsa de Chicago. Ontem (01), embora as condições da safra norte-americana abaixo da média dos últimos anos, vieram acima das expectativas do mercado.

Além disso, o movimento se soma aos dados positivos da safra brasileira de inverno, que promete recorde de 74 milhões de toneladas. Caso o cenário se confirme, o volume produzido será 19,5 milhões maior do que à safrinha do ano passado, que vivenciou problemas de quebra nas principais regiões produtoras.

Nesse cenário, os vencimentos futuros seguem trajetória baixista, embora em menor intensidade nesta manhã de terça-feira (02).

Na esteira de Chicago, na B3, os contratos futuros do milho para 2019 recuaram entre 1,80 e 1,86% ontem (01), absorvendo o cenário da safra 2019/20 nos Estados Unidos. O vencimento novembro/19, encerrou ontem em R$ 38,47/sc, queda de 1,86% ante o fechamento anterior.

Ontem (01/jul), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 38,28/sc, queda de 1,47% no comparativo diário.
Soja
Em relatório semanal de acompanhamento das lavouras, o USDA aponta que 94% da área prevista foi semeada, avanço de 9% ante os dados da semana passada. Na média dos últimos 5 anos, 99% da área destinada a soja já estava semeada.

O percentual da área em boa ou excelente condições é de 54% nesta safra, ante 71% em 2018. O plantio mais tardio e as condições piores das lavouras podem prejudicar o volume produzido de soja nesta temporada.

Os futuros da soja recuam entre 3,00 e 3,50 cents/bushel nesta manhã (02), devolvendo parte dos ganhos obtidos entre o final de maio e meados de junho, quando as expectativas para a safra 2019/20 eram ainda mais complicadas.

Ontem (01/jul), o indicador de preços da soja Esalq, referente ao Paraná, ficou em R$ 75,36/sc, queda de -0,45% no comparativo diário.
Boi gordo
Mercado pecuário caminhou lateralizado ao longo desta segunda-feira (01), com frigoríficos mostrando pouco apetite na ponta compradora.

As escalas de abate, que haviam avançando para 6,8 dias (média) no final da última semana, recuaram e iniciaram esta semana em 5,1 dias. Esse movimento deve pressionar as indústrias a originarem animais com maior avidez nos próximos dias.

Nas praças levantadas pela Agrifatto, as indicações de compra das indústrias não sofreram alteração ante a sexta-feira (28). Para acelerar o preenchimento das programações de abate, frigoríficos podem reajustar as indicações no curtíssimo prazo.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior na tarde de ontem (01), as exportações de carne bovina in natura referentes ao mês de junho/19 contabilizaram um volume total de 111,51 mil toneladas e uma receita de US$ 430,51 milhões.

A média diária registrada ficou em 5,87 mil toneladas, avanço de 4,7% em relação à média do mês anterior e alta de 126,1% frente ao desempenho do mesmo período de 2018.

Ontem (01/jul), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 154,15/@, queda de 1,72% ante o fechamento anterior.

No mercado futuro da B3, o vencimento julho/19 recuou 0,22% e fechou ontem em R$ 155,65/@. Já o contrato para outubro/19 caiu 0,15% e encerrou o dia em R$ 163,90/@.

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